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A vez do PIX: você já sabe tudo sobre essa forma de pagamento?



Ainda se perguntando quais são os benefícios e impactos do PIX? A nova forma de pagamentos lançada em novembro passado pelo Banco Central (Bacen) ainda gera muitas dúvidas entre usuários, além de receios, principalmente porque já existem golpes ligados à nova função.


Em todos os casos, boas fontes de informações já podem ajudar a entender o PIX e como usá-lo de forma segura. Mas, antes de tudo, vamos ao contexto que gerou o lançamento desse sistema de pagamentos pelo Bacen.


Conforme explica o economista e professor dos MBAs USP/Esalq, Haroldo Torres, atualmente temos 45 milhões de brasileiros desbancarizados, ou seja, a cada três brasileiro, um não tem conta bancária. “Quando falamos de desbancarização, temos aqui um problema: o baixo acesso aos bancos pela população”, reforça.


Junto a isso, o elevado custo do sistema de pagamentos no Brasil é, para muitos, um impedimento na hora de fazer transações em bancos, ou até mesmo utilizar os serviços de um. E foi pensando nisso que o Bacen, juntamente com as instituições financeiras, lançou o PIX, inicialmente um sistema soft opening*, que funciona desde 16 de novembro de 2020.

O que posso fazer com o PIX?

Pagamentos e transferências entre pessoas físicas e corporações, mas de uma forma diferente. “Toda vez que falamos sobre transferências interbancárias lembramos do nosso famoso DOC ou da TED”, lembra Torres.

Mas uma breve comparação pode dar uma ideia melhor sobre como esses três sistemas são únicos. Segundo o professor, podemos entender cada um da seguinte forma:

  • O DOC (Documento de Ordem de Crédito) só é liquidado no próximo dia útil, tem limite de R$ 4999,99 por operação e somente ocorre de segunda a sexta (feriados não contam!). Dados do Banco Central mostram que o custo médio de um DOC no Brasil é de R$ 17,16.

  • Uma TED (Transferência Eletrônica Disponível) é basicamente voltada para transferências acima de 5 mil reais e pode “cair” na conta do destinatário até as 17h do mesmo dia útil da transferência. Caso a transação seja feita após esse horário, ela será concluída no próximo dia útil. O custo médio da operação é de R$ 18,00.

  • No caso de pessoas que fazem transferências entre contas do mesmo banco, existe um custo médio de R$ 4,59 por operação, mas os valores são liquidados na hora, sem limite de valor e disponíveis para operação 24h por dia.

Portanto, a primeira grande diferença que veio com o PIX foi a possibilidade de transferir gratuitamente valores sem qualquer limitação relacionada a banco de origem e recebedor. A liquidação é instantânea, gratuita e disponível a qualquer hora e em qualquer dia.

Por que agora?

De acordo com o relatório reservado da empresa de serviços financeiros Morgan Stanley, em 2019 os bancos brasileiros tiveram uma receita de mais de 2 bilhões de reais apenas com tarifas cobradas em TEDs e DOCs. Mas, a partir de agora, pessoas físicas podem utilizar o PIX sem qualquer custo.


“O que torna o PIX uma alternativa muito boa é a facilidade. Hoje, quando se faz um DOC ou TED, precisamos colocar nome, CPF e dados bancários da pessoa que vai receber o dinheiro, ou seja, não tenho uma boa experiência do usuário. O PIX tem um cadastro que permite utilizar apenas uma chave como endereços para transações e reserva mais segurança caso a pessoa não queira divulgar informações pessoais”, compara Torres.

Benefícios além das transferências

O professor destaca ainda dois grandes impactos do sistema nas transações financeiras do país. “O cartão de débito tem uma alta adesão no Brasil e está presente em cerca de 20% das operações no varejo físico. Além dele, o uso dos cartões pré-pagos também está crescendo. Então, quando olho para esses dois produtos, dá para entender que o PIX é uma evolução por duas características”, aponta.


A primeira característica citada pelo professor vem como benefícios para o consumidor, que não precisa mais depender de um cartão físico ou digitação de uma senha durante suas compras, evitando, dessa forma, contato físico. Isso, aliás, tem sido um dos principais atrativos de compra no mercado de consumo atual.

Por outro lado, para o lojista, que paga aproximadamente 2% sobre o faturamento para as maquininhas de cartão, as taxas passarão a ser bem menores durante as vendas com o PIX.


“Já o segundo impacto vai atingir nosso querido boleto bancário. E sabemos que ele é uma opção principalmente em compras efetuadas pela internet por quem não possui ou não quer usar cartão de crédito, mas não tem uma opção de débito online”, reforça o professor.

Além de não ser simples, continua Torres, o boleto tem uma demora de dois a três dias para compensação, uma frustração para quem precisa acrescentar mais um prazo na entrega da sua compra.

Dito isso, as características que tornam o PIX algo único podem ser resumidas da seguinte forma:

  • Segurança e agilidade na transferência

  • Inclusão financeira da população

  • Redução da dependência do dinheiro físico

  • Disponibilidade plena

  • Conveniência

Os cuidados de sempre

As novidades para o PIX estão saindo gradualmente, mas as mais recentes são a possibilidade de fazer o pagamento da conta de energia e até do mercado com o sistema. Então não é surpresa que muito em breve mais possibilidades serão adicionadas a já conhecida facilidade e instantaneidade do PIX.


E mesmo diante dessa evolução do que conhecíamos como alternativas para pagamentos e transferências, um alerta é necessário: atenção para os golpes e fraudes online.

Assim como qualquer tipo de transação financeira, uma boa busca por informações em sites de confiança, como o blog do Nubank, vai deixar qualquer usuário atualizado sobre os mais diversos e “recém lançados” golpes financeiros.


Por mais confiável que o PIX seja, e ainda que as instituições financeiras trabalhem junto ao Bacen para evitar fraudes, a atenção do usuário é uma das melhores formas de prevenção para qualquer tipo de trapaça online.


Fonte: Blog Next

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