• Assessoria de Comunicação

O equilíbrio das mudanças

Se perguntarmos a diferentes pessoas o significado da palavra mudança vamos receber várias respostas, provavelmente diferentes e, tendencialmente, com conotações mais negativas do que positivas.



Procuramos o prazer do conforto, daquilo que conhecemos e que nos transmite a segurança da previsibilidade.


No entanto, também procuramos desafios e evolução, e que os equilíbrios entre as nossas diferentes dimensões de vida (profissional, familiar, social, o bem-estar pessoal) se mantenham gratificantes.


Como conciliar tudo isto, numa etapa da vida que tem muito pouco de estabilidade e equilíbrio?

Nos últimos meses, o desgaste associado ao stresse prolongado, tem-se agigantado – consequência do estado pandémico que vivemos à escala mundial.


Fazer o que gostamos, com quem gostamos e pondo nisso o “como somos”, sem artifícios, obter os resultados a que nos propusemos, com sentido e significado para os nossos objetivos e metas, são aprendizagens que funcionaram no passado, para nos fazer sentir motivados, realizados, vivos!


E no atual contexto, quantas dúvidas têm surgido?

  • como vou reencontrar o equilíbrio perdido?

  • quando é que a vida volta ao que era antes?


As “crises” de energia, a perda de vitalidade, o desânimo, a sucessão de momentos difíceis, que se agrupam e dão a sensação de ser difícil “manter a cabeça fora de água” tomam conta do dia-a-dia de muitas pessoas, constituindo uma novidade… – e agora?


Sentir-se bem, estar saudável e poder equilibrar as várias dimensões da sua vida, adquire ainda mais importância e uma nova urgência – a pessoa feliz é mais produtiva, em todos os domínios da sua vida!


O cenário oposto não constitui alternativa! O stresse prolongado debilita o sistema imunitário, deixando-nos mais vulneráveis – física, mental e emocionalmente. As pessoas tornam-se mais rígidas, menos capazes de aprender e de se adaptarem, mais ansiosas e menos sociáveis – o que alimenta ainda mais os ciclos de stresse negativo, e de autoconfirmação dos diálogos de insucesso.


A nossa capacidade de escolha, assim como o controlo que percebemos sobre as situações, desempenham um papel importante na forma como lidamos com os indutores de stresse.


Não somos passivos face ao stresse!

Podemos geri-lo e dar o exemplo para que outros nos sigam.


O que podemos fazer para (re)encontrar o nosso equilíbrio?

  1. Mudar! Os nossos pensamentos e, consequentemente, as nossas narrativas e comportamentos, para obtermos novos e melhores resultados.

  2. Influenciar as pessoas que nos estão mais próximas (colaboradores diretos, colegas, família, amigos, …), através do exemplo dos nossos comportamentos.

  3. Fortalecer-nos, aumentando a energia, os recursos e a resiliência necessários para lidar física, mental e emocionalmente com as situações.


Nos próximos dias, comece por identificar as suas fontes de stresse. Identifique aquelas sobre as quais quer e pode intervir. Depois, considere algumas das seguintes sugestões práticas:

  • Encare as mudanças como parte do dia-a-dia e elabore planos alternativos, aumentando a sua flexibilidade de ação.

  • Seja realista a planear os seus dias (pergunte-se: “estou a querer ser super-homem/super-mulher?”).

  • Assuma os seus pontos fortes e também as suas insuficiências – o que fortalecerá as relações de confiança e entreajuda.

  • Aprenda com os outros – fortaleça a sua escuta e capacidade de partilha (envolva outras pessoas nesse processo de mudança e melhoria – custa menos e multiplica os resultados).

  • Evite a sobrecarga de tarefas, diga “não” com assertividade (sem fechar portas, abra janelas alternativas) e delegue (sem sobrecarregar o outro!).

  • Aprenda a fazer curtas pausas ao longo do dia (regeneradoras da energia que precisa para continuar).

  • Atue por pequenos passos – avance com a segurança do sucesso do passo seguinte.


As pessoas que tentam crescer, que se tornam mais confortáveis com a mudança, que desenvolvem noções de liderança […] são tipicamente encorajadas por um sentimento de que aquilo que estão a fazer é o que está certo para elas, para as suas famílias e as suas organizações. Esse sentido de propósito estimula-as e inspira-as nos períodos difíceis.” – John Kotter, “Liderar a Mudança”.


Fonte: O Blog de Desenvolvimento Pessoal e Profissional

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