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Novas habilidades: o que as empresas (e o mundo) vão precisar no pós-pandemia?

A conversa não é apenas sobre ser um profissional competente em técnicas. Por muito tempo houve uma discussão sobre as habilidades transversais e como elas completam a carreira de qualquer indivíduo a partir de experiências não relacionadas com o trabalho. Agora, com o mundo tentando se levantar dos efeitos de uma das maiores pandemias já vistas, precisaremos de novas habilidades?



Vamos primeiro a uma reflexão.

Tão importantes quanto o domínio de novas tecnologias, as habilidades pessoais ainda são o diferencial entre um profissional apenas satisfatório e um com resultados excelentes. E aqui vale dizer que, quando somos humanos e pensamos no próximo, fica bem mais fácil distinguir esses dois perfis.


Então, pensar em questões sociais, na diversidade e na inclusão será cada vez mais comum e até mesmo exigido dentro e fora das empresas.


Adaptação ainda é pauta

Todo o contexto da pandemia praticamente obrigou uma rápida adesão às mudanças. Foi exatamente nesse contexto que os avanços tecnológicos dispararam, deixando antiquadas algumas das habilidades básicas que todo profissional aprendeu no começo da carreira.


No entanto, novas habilidades também vieram à tona, e já não podem ser ignoradas quando pensamos nas demandas reformuladas do mercado de trabalho.


Conforme divulgado no relatório anual da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, quase 68% dos empreendedores tiveram que desenvolver soluções para vender on-line.


Desse mesmo número, mais de 22% precisaram investir na gestão de redes sociais e em canais para se comunicar com os clientes, seja pela venda no WhatsApp ou na criação de site para o negócio.


Mas é claro que a adaptação às ferramentas digitais não é suficiente para se manter relevante no futuro. No nosso já conhecido mundo VUCA, muitas transformações ainda acontecem e vão acontecer, ao mesmo tempo em que novos negócios aparecem.


Então, faz todo sentido falar sobre novas habilidades, porque elas também não continuarão sendo as mesmas dentro desse cenário nada estático.


Então nunca serei um profissional completo?

Para responder essa questão, pense melhor: o que é um profissional completo? Para muitos, basta dominar várias áreas do conhecimento ou acumular certificados para atestar que sabem de tudo um pouco.


Claro que ter sabedoria ampla é ótimo para entender como funciona cada parte de uma empresa, por exemplo, mas tanta informação técnica se torna irrelevante sem alguns princípios do lifelong learning. Portanto, o que você aprendeu na faculdade continua atualizado? Ainda anda aprendendo coisas novas sobre o curso que viu na semana passada?

Mais do que técnicas, o lifelong learning exige a união do saber com domínio da tecnologia e, além disso, a aplicação diária com as soft skills, que são as habilidades comportamentais, de relacionamento e a inteligência emocional.


E os dados são bastante claros. Até 2025, 50% dos profissionais precisarão se requalificar, segundo o relatório Futuro do Emprego, que também aponta o pensamento crítico e soluções de problemas como algumas das habilidades que todos precisaremos ter nos próximos anos.


Mas não para por aí, o relatório reforça ainda que será necessário dominar as seguintes competências:

  • Pensamento ágil e focado em soluções

  • Rápida adaptação às mudanças

  • Ownership (compromisso com as tarefas e apropriação da responsabilidade)

  • Inovação

  • Gestão de tempo e tarefas

  • Autonomia

  • Liderança


Pense no futuro, mas faça algo agora

É certo que as inovações tecnológicas serão sempre abundantes, seja hoje, amanhã ou mais para frente. Junto a isso, haverá ainda o movimento intenso de empresas buscando mão de obra com qualificações técnicas, e isso é justo, pois aprendemos desde cedo que conhecimento precisa ser aplicável.


Mas a pandemia também mostrou que habilidades pessoais são a melhor forma de enfrentar incertezas e toda a volatilidade do mundo atual e, ainda assim, poucas pessoas sabem como trabalhar essas qualidades em situações remotas ou extremamente tecnológicas.


Também sabemos que a tecnologia força o surgimento de novas profissões, novos desafios, novos estudos e demandam agilidade para quem quer se requalificar. Ao mesmo tempo, ela também permite a ascensão de novas habilidades transversais, para que as pessoas totalmente tecnológicas também sejam capazes de entender e ouvir o próximo de forma humana.


Pode parecer complexo, mas realmente não é. Basta pensar que a necessidade de se adaptar a mudanças leva em conta o mundo, não somente o seu espaço de convivência. Pense amplamente para conseguir trabalhar suas possíveis novas habilidades.


Aliás, aqui vai uma relação de habilidades que serão cada vez mais faladas neste ano:

Inteligência Emocional: é o autoconhecimento para entender tudo o que envolve o nosso lado psicológico. Máquinas não são capazes de desenvolver essa habilidade.


Pensamento crítico: julgar a qualidade de uma ou mais informações gera valor para a pessoa com senso crítico.


Domínio tecnológico: não é preciso ser um gênio da tecnologia, mas sim estar atento, tentar aprender e aplicar essa ferramenta na rotina.


Adaptação e flexibilidade: parte da resiliência e antifragilidade, essa habilidade torna qualquer pessoa apta a evoluir junto com o mundo.


Criatividade: o maior trunfo para lidar com problemas é a criatividade, outra habilidade que nenhuma máquina consegue copiar dos seres humanos.


Liderança: não para ser o topo de uma hierarquia, mas sim para ser centro de apoio, inspiração e motivação para outras pessoas.


Colaboração e cooperação: interagir e ser capaz de compartilhar conhecimento são características necessárias para o mundo pós-pandemia.


Alfabetização de dados: não podemos temer mais os dados e sim aprender a lidar com eles para analisar tendências dentro de inúmeras situações.


Inteligência cultural e diversidade: dentre as novas habilidades, essa se destaca por ressaltar o lado humano, uma vez que o mundo está de olho na inclusão e no diverso, movimentos importantes para o mercado de trabalho.


Fonte: Blog Next

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