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Janeiro Branco: o mês da saúde emocional

Atualizado: 19 de fev. de 2021

Pra quem ainda não conhece a iniciativa do Janeiro Branco, ela surgiu em Minas Gerais (sim, é do Brasil!), no ano de 2014, quando o mundo estava passando por revoluções nos debates sobre saúde emocional.

Então, seguindo essa tendência, um grupo de psicólogos de Uberlândia resolveu aproveitar o início do ano, essa época cheia de vontades e expectativas, para promover conversas super necessárias sobre autocuidado, bem-estar e vida saudável – com a intenção de incentivar um ano todo mais consciente.


O que é o Janeiro Branco?

No site do Janeiro Branco, você pode ver mais sobre os valores e esforços desse mês, que não somente possuem muita afinidade com o nosso trabalho, como também nos inspiram a ir além. Olha só um pouquinho do que eles dizem:


Uma campanha pensada, planejada e projetada para a promoção de Saúde Emocional nas vidas de todos os indivíduos que compõe a humanidade, buscando estratégias políticas, sociais e culturais para que o adoecimento emocional seja prevenido, conhecido e combatido em todos os campos, esferas, dimensões e espaços em que o humano se faz presente.


Porque falar sobre problemas com a saúde emocional, bem como se cuidar, é para todo mundo. É para mulheres e também para homens (que muitas vezes acham que não precisam se cuidar, como falamos no post sobre Masculinidade); é para todos os LGBTI+, para pessoas de todas as etnias (dica: Saúde mental não é um problema só de gente branca), para todos os tipos de corpo, para todas as cidades, para todos os rendimentos.

Por isso, vamos embarcar com tudo nessa, fazer a nossa parte e compartilhar com vocês várias maneiras de como alcançar mais qualidade de vida, através da melhora da sua saúde emocional.


Saber se cuidar é essencial

O primeiro e mais importante passo para uma vida com mais saúde emocional é investir no autoconhecimento. É como diz Luciana Leon, que é psicóloga, terapeuta ayurvédica e professora de yoga e meditação:


Quando sentimos algo negativo, temos a tendência de querer ignorar ou afastar esse sentimento da gente. Enquanto, na verdade, deveríamos parar, respirar e olhar com muita atenção para esse sentimento, a fim de criar intimidade com ele. É entrando em contato com o sentimento que podemos começar a administrá-lo.

Bonito, né? Depois, conta pra gente nos comentários como você exerce o seu autocuidado nos diferentes momentos do seu dia. Até porque, cuidar de si mesmo pode e deve ser feito em vários campos da nossa vida. E hoje, nós vamos destacar, primeiramente, 5 deles: corpo, finanças, trabalho, consumo e digital.


Corpo

Corpo e mente caminham juntinhos. Ou seja, quando você cuida do seu emocional, o seu corpo sente. E quando você cuida do seu corpo, sua mente sente. Por isso, quem pratica atividades físicas com regularidade tende a ter mais saúde emocional.


Ah! E já que estamos nessa de Janeiro Branco, vamos lembrar também do Outubro Rosa, sobre prevenção e tratamento do câncer de mama, e do Novembro Azul, sobre prevenção e tratamento do câncer de próstata (que não é só coisa de homem cis, hein?). Prevenir-se e saber como se cuidar reduz ansiedades e dá mais tranquilidade.


Finanças

A regra é clara: não dá pra ter saúde emocional sem saúde financeira. E não: isso não quer dizer que você precisa ter rios de dinheiro. Saúde financeira é saber usar bem os recursos que você já tem, entendendo que na hora de comprar algo, é preciso ponderar muito mais do que o preço, como Ricardo Hickmann, especialista em educação financeira, diz:

Planejar nossas finanças com inteligência é conseguir ver o valor real das coisas.


Trabalho

Querendo ou não, o trabalho é uma das principais partes das nossas vidas. Logo, não é à toa que quando as coisas no emprego não vão bem parece que todo o resto fica mal também.


Consumo

É bom fazer uma comprinha, né? Mas quando a coisa vai ficando compulsiva, ou quando temos momentos de descontrole, nosso consumo acaba tendo um impacto muito negativo na nossa saúde emocional.


Se para você o consumo muitas vezes vira um problema, o primeiro passo é: identificar esses momentos. Para depois ir atrás das causas e, então, aos poucos mudar seus hábitos, de modo que o ato de comprar deixe de comprometer o seu bem-estar.


Digital

Por fim, nosso quinto ponto sobre autocuidado é a sua presença digital. Já que, hoje em dia, para muitas pessoas, a vida digital é tão presente e constante quanto a offline.


Lembre-se sempre: o tempo que você passa no digital não deve comprometer o tempo que você passa fora dele, sendo que as redes sociais e outras plataformas devem ser pontes para outros momentos na sua vida.