• Assessoria de Comunicação

Curitiba mantém bandeira amarela, mas libera funcionamento de atividades sem restrição de horário


Prefeitura também acabou com toque de recolher e aumentou capacidade de público em casas de festas e recepções. Novas medidas têm validade de três semanas, a partir desta quinta (29).


A Prefeitura de Curitiba anunciou a prorrogação da bandeira amarela, mas liberou o funcionamento de atividades sem restrição de horário e determinou o fim do toque de recolher na cidade. As novas medidas têm validade de três semanas.


Conforme a administração municipal, o novo decreto também aumenta a capacidade máxima permitida em eventos para 300 pessoas. Antes, o máximo estipulado era de 50 participantes.


Veja, mais abaixo, como ficam as medidas restritivas.


Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a decisão acontece "após avaliação positiva dos indicadores".


“Nós entendemos que após 21 dias de estabilidade da nota e redução gradativa dos indicadores, podemos dar um passo à frente e diminuir as restrições de funcionamento das atividades”, afirmou a gestora da pasta, Márcia Huçulak.

Desde 7 de julho, a cidade está sob vigência da bandeira amarela.


Cenário da pandemia em Curitiba


De acordo com a SMS, a capital passa por um momento de "estabilidade na pandemia".

Nesta quarta, conforme relatório da prefeitura, 65% dos 471 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) existentes exclusivos para Covid-19 estão ocupados.


Desde o começo da pandemia, de acordo com o último boletim divulgado pela prefeitura, a cidade registrou 258.222 casos positivos do novo coronavírus e 6.628 mortes em decorrência da doença.

Além disso, são 6.718 casos ativos da Covid-19 no município.

Veja as restrições da bandeira amarela

Atividades suspensas:

  • Estabelecimentos destinados ao entretenimento, tais como casas de shows, casas noturnas e atividades correlatas;

  • Eventos esportivos com público externo;

  • Tabacarias;

  • Reuniões com mais de 300 (trezentas) pessoas, incluindo comemorações, confraternizações e encontros familiares, em espaços localizados em bens públicos ou privados;

  • Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas, salvo em feiras livres e de artesanato.

Atividades que podem funcionar:

  • Atividades comerciais de rua não essenciais, galerias, centros comerciais e shopping centers;

  • Atividades de prestação de serviços não essenciais, tais como escritórios em geral, salões de beleza, barbearias, atividades de estética, serviços de banho, tosa e estética de animais, floriculturas e imobiliárias;

  • Academias de ginástica e demais espaços para práticas esportivas individuais e coletivas;

  • Restaurantes, lanchonetes, panificadoras, padarias, confeitarias e bares;

  • Lojas de conveniência em postos de combustíveis;

  • Comércio varejista de hortifrutigranjeiros, quitandas, mercearias, sacolões, distribuidoras de bebidas, peixarias, açougues, e comércio de produtos e alimentos para animais;

  • Mercados, supermercados, hipermercados e lojas de material de construção;

  • Feiras livres;

  • Parques infantis e temáticos: sendo permitida apenas a utilização de equipamentos/brinquedos e espaços lúdicos com o distanciamento mínimo de 1,5 (um metro e meio) entre os usuários, em todas as direções, realizada a assepsia após o uso por cada pessoa ou grupo de pessoas, vedado o funcionamento de piscina de bolinhas;

  • Feiras de artesanato, teatros, cinemas, museus e circos;

  • Casas de festas e de recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet, e salões de festas em clubes sociais e condomínios: autorizado até 300 (trezentos) convidados, desde que seja respeitada a capacidade de ocupação de 50% da capacidade do local;

  • Eventos corporativos, de interesse profissional, técnico e/ou científico, como jornadas, seminários, simpósios, workshops, cursos, convenções, fóruns e rodadas de negócios: autorizado até 300 (trezentos) participantes, desde que seja respeitada a capacidade de ocupação de 50% da capacidade do local;

  • Mostras comerciais, feirões e feiras de varejo;

  • Hotéis, resorts, pousadas e hostels deverão funcionar com até 70% (setenta por cento) da sua capacidade de público;

  • Nos parques e praças, fica permitida a prática de atividades individuais e coletivas ao ar livre, com uso de máscaras, observado o distanciamento social;

  • Igrejas e templos de qualquer culto devem observar a Resolução n.º 440, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, que regulamenta a realização das atividades religiosas de qualquer natureza.

Linha do tempo das restrições


Curitiba ficou em bandeira laranja pela primeira vez de junho a agosto de 2020. Ao longo deste período, bares, parques e clubes esportivos ficaram proibidos de funcionar. Nesse período, houve ampliação dos horários de funcionamento de shoppings e comércios de rua.

Em 18 de agosto, o decreto que determinou bandeira amarela em Curitiba liberou bares, parques e feiras livres.


Em 7 de setembro, a capital voltou para bandeira laranja, fechando bares e restringindo o funcionamento do comércio e supermercados. A medida valeu até 25 de setembro, retornando depois à bandeira amarela.


Em 27 de novembro, diante do aumento expressivo de casos e das taxas de ocupação de leitos para Covid-19, a prefeitura retornou às restrições da bandeira laranja, porém, com regras diferentes.


No dia 3 de dezembro, a prefeitura prorrogou por sete dias a bandeira laranja na cidade, e no dia 17 prorrogou novamente, mas liberando comércio, mercados e outros serviços no domingo (20).


Em 8 de janeiro deste ano, a prefeitura prorrogou por 15 dias as medidas restritivas estabelecidas na bandeira laranja e ampliou de 10 para 25 o número de pessoas permitidas em eventos, encontros e assembleias.


No dia 22 de janeiro, a prefeitura prorrogou a bandeira laranja e liberou as práticas esportivas coletivas em praças e demais bens públicos ou privados, e autorizou o funcionamento das feiras livres e de artesanato aos domingos.


Em 27 de janeiro, o município determinou o retorno da bandeira amarela, com medidas menos restritivas em relação à pandemia.


No dia 10 de fevereiro, a administração municipal prorrogou a bandeira amarela por mais sete dias, sem alterações nas determinações do decreto anterior.


Em 24 de fevereiro, com o agravamento da situação da rede de saúde, alta expressiva na ocupação de leitos de UTI para Covid-19, a prefeitura decretou o retorno à bandeira laranja.

A bandeira foi estendida em 9 de março, quando a prefeitura anunciou também mudanças no sistema de saúde, com 42 UBS passando a atender como pronto atendimento, e UPAs passando a atender internamentos por casos graves de coronavírus.


No dia 12 de março, a cidade entrou pela primeira vez na bandeira vermelha - de risco máximo de alerta. Greca destacou, em um vídeo divulgado nas redes sociais, que a população deve ficar em casa, e "só sair se for absolutamente necessário, obedecendo as autoridades sanitárias".


Em 26 de março, a prefeitura prorrogou as restrições da bandeira vermelha, mas com a liberação do atendimento do comércio de rua por delivery e drive-thru, de shoppings por delivery, além da indústria e construção civil não essenciais. Nos parques da cidade, passou a ser permitida a prática de atividades individuais ao ar livre, com uso de máscaras.


No decreto seguinte, válido de 5 a 14 de abril, a cidade retornou às medidas menos restritivas da bandeira laranja. O decreto liberou o atendimento presencial de diversos serviços, como o comércio de rua, shoppings, restaurantes, lanchonetes e salões de beleza.


A bandeira laranja foi prorrogada para o período entre 15 e 28 de abril. No decreto da prorrogação, publicado no dia 14, o município liberou o funcionamento de eventos esportivos, desde que sem público externo, e ampliou o horário de funcionamento de atividades até as 23h.


Ao final de abril, a bandeira laranja foi novamente prorrogada, com a liberação do funcionamento das atividades comerciais no domingo de Dia das Mães.


Em 12 de maio, a prefeitura prorrogou a bandeira laranja, aumentou toque de recolher e reduziu horários de atividades não essenciais.


Na semana seguinte, em 19 de maio, a administração municipal voltou a aumentar o toque de recolher em uma hora e restringiu os horários de funcionamento de atividades como shoppings e academias.


Em 25 de maio, a prefeitura prorrogou as restrições da bandeira laranja que estavam em vigor até 28 de maio.


No dia 28 de maio, Curitiba voltou para bandeira vermelha e fechou o atendimento presencial de serviços não essenciais até 9 de junho.


Em um decreto do dia 8 de junho, a cidade voltou para as medidas da bandeira laranja. A decisão reabriu atendimento presencial do comércio de rua e shoppings, e liberou restaurantes a atenderem no domingo (13), para a comemoração do Dia dos Namorados;

Em 15 de junho, as medidas da bandeira laranja foram prorrogadas até o dia 23 de junho. Porém, o decreto liberou o funcionamento aos domingos de supermercados, comércio de hortifrutigranjeiros e comércio de alimentos para animais.


No dia 22 de junho, a prefeitura prorrogou novamente a bandeira laranja, liberando feiras, museus e circos no domingo.


Uma semana depois, em 30 de junho, a bandeira laranja foi mais uma vez prorrogada, permitindo comemorações com até 50 pessoas e salões de condomínios residenciais.


Em 7 de julho, Curitiba voltou para a bandeira amarela, reabriu parques, cinemas e bares e liberou o comércio aos domingos.


As medidas restritivas da bandeira foram prorrogadas pela prefeitura até 28 de julho, após os indicativos da pandemia permanecerem inalterados.


Fonte: G1


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