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Como falar sobre o coronavírus com as crianças?

Atualizado: 23 de mar. de 2021

O período de reclusão e isolamento social tem sido de adaptação para todos, e para a criançada não é diferente. Sensíveis, os pequenos percebem que a rotina mudou, mas muitas vezes não entendem o que está acontecendo no mundinho deles e, com isso, podem ficar um tanto ansiosos. Por isso, é importante falar sobre o coronavírus com as crianças.



Mas por que e como abordar o coronavírus sem gerar pânico nas crianças? Trouxemos algumas dicas para você, confira!


Por que falar sobre o coronavírus com as crianças?

As crianças têm tantas chances de se contaminarem com o coronavírus quanto um adulto. Porém, elas tendem a não apresentar sintomas ou a manifestar a forma mais branda da doença (semelhante a um resfriado comum). Mesmo assim, elas têm um papel-chave na diminuição da velocidade de contágio, já que também podem transmitir o vírus.


A pandemia nos força a mudar alguns hábitos, e a incerteza sobre o que virá pode deixar muita gente angustiada. Porém, não podemos deixar nossos pequenos alheios aos acontecimentos, pois perceber o temor das pessoas ou vê-las com máscaras pelas ruas pode deixá-los confusos e amedrontados também.


Nesse momento, o melhor a se fazer é ter uma conversa aberta e sincera, para explicar por que todos estão agindo de forma diferente e, assim, tranquilizar a garotada. Além disso, falar sobre o assunto é a melhor maneira de fazê-los entender a importância de lavar as mãos com frequência.


Afinal, como conversar com eles?

Muito bem, mas de que forma podemos falar sobre o coronavírus com as crianças sem deixá-las ansiosas e temerosas? A professora e psicóloga colombiana Manuela Molina publicou uma cartilha superbacana para a turminha. Vale a pena conferir!


Mas separamos algumas dicas para você. Veja só!


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Observe a idade das crianças

Leve em consideração a idade da criança para começar a conversa. Mesmo os mais novos merecem um diálogo aberto — apenas lembre-se de introduzir o assunto de maneira lúdica. Mas atenção: as brincadeiras devem sempre transparecer a verdade, jamais a mentira.


O primeiro passo é descobrir o que as crianças já sabem para, então, ver o que elas conseguem entender. Histórias e desenhos são boas opções para começar a conversa. Deixe que elas expressem suas dúvidas livremente e não fuja delas.


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Seja honesto

As crianças toleram a verdade melhor do que os adultos. Além disso, elas também têm o direito de saber o que está acontecendo ao redor delas. Porém, a família têm a obrigação de protegê-las dos problemas, e devem ter cuidado ao falar sobre o assunto com elas.


Encontre uma linguagem adequada, observe as reações do pequeno e seja sensível ao seu grau de ansiedade. Jamais invente uma resposta para uma pergunta que não sabe! Aproveite esse momento para investigar as informações em parceria.


Sites como o da UNICEF são excelentes fontes de informação. Aproveite-os!


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Passe tranquilidade

Se você estiver em pânico, pode ter certeza de que a criança também entrará. Por isso, antes de conversar com ela, esteja bem informado e seguro de si. Informações claras não deixam margem para o medo.