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Câmara de Curitiba empossa nova coordenação da Procuradoria da Mulher

Maria Leticia é a procuradora da Mulher até 2022. Noemia Rocha e Carol Dartora, as procuradoras-adjuntas.


Em sessão plenária remota nesta quarta-feira (3), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) empossou a gestão da Procuradoria da Mulher para o biênio 2021-2022. Eleita entre as oito integrantes da bancada feminina no Legislativo da capital, a nova procuradora é a vereadora Maria Leticia (PV). A primeira e a segunda procuradoras-adjuntas são, respectivamente, Noemia Rocha (MDB) e Carol Dartora (PT).


Com o objetivo de receber, examinar e encaminhar aos órgãos competentes denúncias de violência e discriminação, além de fiscalizar as políticas públicas para a mulher, o órgão foi implementado na CMC em setembro de 2019, por sugestão de Maria Leticia. A primeira iniciativa deste tipo foi criada em 2009, pela Câmara dos Deputados, e replicada em outros municípios. Ex-procuradora da Mulher do Legislativo de Curitiba, Julieta Reis (DEM) não concorreu à reeleição.


Conforme o Regimento Interno (artigos 83-A, 83-B, 83-C e 83-D), a Procuradoria da Mulher é independente – ou seja, não vinculada a outro órgão da CMC. A procuradora e as duas procuradoras-adjuntas devem ser vereadoras ou, na eventual indisponibilidade dessas, servidoras da Casa. O mandato é de dois anos e as titulares são indicadas pelo presidente do Legislativo, no início de cada gestão da Mesa Diretora.


“É importante unirmos as mulheres da Câmara, principalmente as servidoras, que fazem o maquinário deste Legislativo girar independentemente de quem ocupa as 38 cadeiras eleitas”, destacou Maria Leticia. “Nunca foi tão consciente e consistente a participação das mulheres em todas as frentes. Não somente quando tratamos das questões feministas, mas também de pautas ambientais, urbanas ou sindicais. Enquanto mulheres marcham, escrevem, protestam, sempre me vem à cabeça a hashtag ‘não vamos nos calar’.”


“Estamos na pauta”, continuou a vereadora. Apesar dos debates crescentes sobre carreira, assédio e aborto, defendeu ela, “muitas mulheres ainda têm dificuldade de ocuparem cargos de poder, de serem eleitas, de terem voz ativa na tomada de decisões políticas”. “Isso se explica devido à exclusão histórica das mulheres da política, que reverbera até hoje no nosso cenário aqui na Câmara Municipal. Como procuradora enfrento um desafio, que é criar um novo arranjo, em uma linguagem transversal. Lembrando da transversalidade como estratégia para a promoção da igualdade de gênero”, explicou.