• Assessoria de Comunicação

Birra é boa oportunidade de levar a criança a se conectar e aprender

Uma birra pode ser tão escandalosa e, para nós, inexplicável, que é bem compreensível que a nossa primeira reação seja querer dar um fim nela o quanto antes. No entanto, quando acabar com aquela 'cena' se torna o nosso foco absoluto, podemos perder oportunidades de conexão com a criança e, além disso, prejudicar o seu aprendizado. 



É que, na maioria das vezes, uma birra é o resultado do predomínio da parte mais primitiva do cérebro, relacionada às emoções, sobre o córtex frontal, responsável pelo raciocínio e pela tomada de decisões.


“Ao contrário da parte mais primitiva, que se desenvolve muito cedo, o córtex frontal termina de se desenvolver somente em torno dos 20 anos de idade”, explica a psicóloga Ana Caroline Bonato da Cruz. “E essa parte primitiva, quando assume o controle da situação, usa justamente as armas que tem: choro, grito, descontrole”. 


É por isso que o sermão, nessas horas, não adianta: a birra costuma ser muito mais uma expressão natural de um estágio do desenvolvimento humano do que outra coisa. “A criança não dá conta de compreender, simplesmente porque o cérebro dela está ocupado em crise”, diz Ana Caroline. “Como a criança vai dar uma explicação coerente para o adulto se ela está desorganizada nesse momento? Não dá”.


Se à criança falta o desenvolvimento do córtex pré-frontal, são os pais ou cuidadores que têm a responsabilidade de exercer esse papel.