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A arte de conviver em família

A família é a primeira comunidade a qual uma criança tem acesso, é dentro dela que atitudes como demonstrar e receber carinho, compartilhar, respeitar, falar e escutar, entre tantas outras, são aprendidas por meio do convívio. É realmente uma troca muito bonita a que ocorre no seio familiar, contudo, devemos reconhecer que essa convivência é uma arte e requer uma série de cuidados para que as divergências, que são inevitáveis, venham para trazer ensinamentos e não rupturas.



Os desafios da convivência em família

Cada indivíduo é único, esse é um fato que não dá para ser ignorado. Mesmo aqueles que vêm de uma mesma família e receberam a mesma criação, são diferentes e possuem a sua própria forma de agir e enxergar as coisas, simplesmente porque vivenciaram experiências que nunca serão iguais uns dos outros. E é exatamente daí que surgem as divergências, pelo fato de cada um ter o seu ponto de vista sobre um mesmo assunto.


Dentro de uma família, o casal pode ter divergências sobre a forma correta de educar os filhos. Filhos podem não concordar com as medidas adotadas pelos irmãos para cuidarem dos pais idosos. Pais podem não aceitar as decisões tomadas pelos filhos ao se tornarem adultos. São muitas as situações que podem ser geradoras de atrito e é exatamente aí que entra a arte da convivência, que precisa ter como base alguns pilares, como o respeito e a compreensão.


Como dito no início do artigo, as divergências são inevitáveis, fazem parte do curso natural da vida, cabe a cada família encontrar maneiras de lidar com elas positivamente. Aquelas que conseguem, demonstram que dominam a arte da convivência, algo que pode ser alcançado em meio a tentativas, erros, acertos, e, claro, com a colaboração de todos os envolvidos.


10 Dicas para conviver em família e manter a harmonia

Se você deseja dominar a arte de conviver em família e fazer do seu lar um ambiente harmônico, em que todos podem se sentir livres para serem quem são, precisa considerar os aspectos que serão apresentados a seguir. Se todos começarem a colocar essas ações em prática, conseguirão lidar pacificamente com as diferenças e crescer através delas.


1 – Diálogo, diálogo e diálogo

Toda essa ênfase na palavra diálogo é porque esse é realmente um elemento indispensável para a boa convivência em família. E, apesar de ser algo tão básico, muitos não reconhecem sua importância e falam com seus familiares apenas sobre assuntos triviais. Contudo, dialogar vai além disso e envolve expor sentimentos, dizer sinceramente o que pensa sobre determinado assunto, enfim, realizar uma troca genuína.


2 – Ouvir o outro antes de querer dar alguma opinião

Uma parte do diálogo que merece ser abordada com destaque é o ouvir. Embora pareça que é óbvio que uns ouçam os outros, a verdade é que nem sempre essa ação é realizada na essência, acolhendo verdadeiramente o que o outro diz. O que acontece em grande parte dos casos é que as pessoas apenas esperam sua vez de falar, sem se dedicar à escuta. Assim, se deseja que a sua família conviva em harmonia, comece a ouvir seus entes queridos antes de dizer qualquer coisa e incentive-os a fazerem o mesmo.


3 – Ter regras básicas de convivência

Perceba que é mais fácil se dar bem com pessoas que vê esporadicamente do que com aqueles que convive todos os dias. Isso acontece porque nas situações eventuais, o foco fica em contar as novidades e matar as saudades, além disso, existem problemas simples do convívio que, se não foram resolvidos, podem desgastar as relações. Coisas comuns, como deixar a louça suja sobre a pia, entrar em casa com os pés sujos ou reclamar das refeições, podem se acumular e gerar grandes conflitos.


A melhor forma de evitar que esses atritos do cotidiano gerem desgaste na relação familiar é estabelecendo regras básicas de convivência. A maneira como isso será feita irá depender da configuração familiar. Os pais que têm filhos menores podem dar a eles pequenas tarefas, intensificando as responsabilidades de acordo com a idade. Ter essas regras possivelmente não evitará todos os problemas, mas ajudará a reduzi-los significativamente.


4 – Passar tempo de qualidade juntos

Sentar juntos em volta da mesa apenas para fazer uma refeição ou à frente da TV sem ter qualquer diálogo não é o mesmo que passar tempo de qualidade. Para isso, é necessário que todos se concentrem naquele momento e desfrutem da presença uns dos outros em plenitude. Qualquer situação que compartilhem pode se transformar em tempo de qualidade, desde que haja comunhão, conversa, entrega e, claro, amor.


5 – Demonstrar afeto uns pelos outros

Você se lembra quando foi a última vez que demonstrou afeto por um familiar? Caso tenha sido recente, ótimo, se faz tempo, aproveite para começar a fazer isso com mais frequência. Os gestos de carinho têm o poder de fazerem bem a quem os recebe e estimular as pessoas a retribuírem. Assim, quando você é atencioso e direciona uma ação de carinho a uma pessoa, está tocando em seu coração e a incentivando a continuar essa corrente, o que é ótimo para a convivência em família.


6 – Perdoar as falhas dos outros

Se tem algo que todo ser humano irá fazer é falhar, até mesmo aqueles que mais amamos. Falar sobre isso é necessário porque, muitas vezes, colocamos uma carga muito pesada sobre os ombros dos nossos familiares, principalmente os pais, classificando-os como seres perfeitos e infalíveis. Mudar essa percepção e entender que os erros fazem parte do processo de evolução de todos é essencial para lidar com serenidade quando algo assim acontecer.