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15 tendências de sustentabilidade para observar em 2021

Falta menos de uma década para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – que propõe, entre outras coisas, proteger o planeta e acabar com a pobreza até 2030. Os próximos nove anos serão críticos para tornar o mundo um lugar mais sustentável.



Embora 2020 tenha sido dominado pela tentativa de recuperação da COVID-19, as empresas e os mercados estão assumindo compromissos de mudança climática em ritmo acelerado e aumentando os esforços de redução de carbono. Aqui estão algumas das tendências de sustentabilidade que podem liderar a agenda em 2021.


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1. A economia circular

Uma forma de ajudar o meio ambiente é reduzir o desperdício. O conceito de economia circular – onde reduzir, reciclar e reutilizar são conceitos centrais – significa que menos produtos e infraestrutura são criados em primeiro lugar e depois usados ​​por mais tempo, resultando em menor poluição e emissões de carbono.


A moderação do consumo para ajudar a conservar recursos também é fundamental para a economia circular. O Relatório Planeta Vivo da WWF revelou que até 1970, a pegada ecológica da humanidade era menor que a taxa de regeneração da Terra, mas para alimentar e abastecer nosso estilo de vida do século XXI, estamos usando excessivamente a biocapacidade da Terra (ultrapassando em pelo menos 56%).


E, de acordo com a Ellen MacArthur Foundation, Índia e China são dois mercados onde há oportunidades significativas de economia circular, enquanto na Europa, a Eslovênia se comprometeu a se tornar uma economia totalmente circular em janeiro de 2020. Outros mercados podem seguir o exemplo da Eslovênia em 2021.


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2. A busca por embalagens mais sustentáveis

Para todos os produtos que requerem embalagem, existe uma preocupação crescente em torno da sustentabilidade e um debate sobre o destino dos resíduos. A Coca-Cola fez seu compromisso sobre o uso de plásticos recicláveis. A empresa decidiu que não vai descartar as garrafas plásticas ​​porque os consumidores ainda as querem, de acordo com o chefe de sustentabilidade da empresa em entrevista à BBC. Os clientes gostam das garrafas porque vedam novamente e são leves. A Coca se comprometeu a usar pelo menos 50% de material reciclado em suas embalagens até 2030. Também está fazendo parceria com ONGs em todo o mundo para ajudar a melhorar a coleta.


Essa decisão de não trocar essas embalagens de plástico por embalagens de alumínio e vidro vem do risco dessa troca aumentar a pegada de carbono da empresa. Em 2021 vamos continuar procurando a forma mais viável e sustentável para produzir cada embalagem, mas sempre avaliando a credencial ambiental de cada estágio do ciclo de vida do produto, desde a produção do material até a reciclabilidade.


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3. A moda mudou: do design diversificado a tudo reciclado

A indústria da moda continuará a mudar. As marcas moda estão sendo vigiadas pelos ativistas e consumidores regulares. O que espera-se que esteja por vir:


1) Design diversificado, ou seja, formas e estilos criados por todos os tipos de humanos para todos os tipos de humanos (pessoas gordas, magras, roupas de gênero neutro, roupas feitas para todos os tipos de pessoas);


2) Produtos feitos localmente (uma das melhores maneiras de garantir que sua cadeia de suprimentos seja humana e ética é mantê-la próxima);


3) Produtos feitos sob encomenda (também conhecido como feito sob medida) se tornará uma forma de evitar que as marcas produzam em excesso. Nós, consumidores, compramos em excesso, e isso resulta em enormes quantidades de roupas não vendidas e não usadas que acabam entupindo nossos aterros sanitários. As marcas com visão de futuro de hoje estão experimentando a moda lenta, também conhecida como moda sob demanda;


4) Tudo reciclado: temos tantos resíduos têxteis e outros resíduos para lidar atualmente que muitas marcas de moda sustentável estão levando a sério a circularidade – usando resíduos de materiais anteriormente descartados para criar peças novas. Não há escolha mais sustentável do que uma peça totalmente reciclada;


5) Honestidade na manufatura: as marcas de vestuário de hoje precisam dizer a verdade sobre como as roupas são feitas, quem as faz e de onde.


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4. Compras sustentáveis

Produtos em todos os setores são cada vez mais produzidos com ingredientes e materiais de fontes mais ecológicas. Óleo de palma certificado e sustentável em alimentos e cosméticos, a agricultura oferecendo produtos com selo de bem-estar animal, a disponibilidade de ovos sem gaiolas e a erradicação de testes em animais, tornaram-se as melhores práticas da indústria.


A discussão continuará a girar em torno da reutilização de resíduos. As start-ups que usam resíduos de alimentos, por exemplo, continuarão ganhando força. Embora produzir produtos sustentáveis possa custar caro, os consumidores já mostraram que estão dispostos a gastar mais para não prejudicar o ambiente. Uma pesquisa do Stern Center for Sustainable Business descobriu que os produtos comercializados como sustentáveis cresceram 5,6 vezes mais rápido do que os que não eram.


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5. Proteção ambiental

Os consumidores estão olhando além dos produtos oferecidos pelos varejistas. Eles observam e a forma como a organização se comporta para contribuir, por exemplo, para a emergência climática. Cada vez mais empresas colocam a sustentabilidade no centro de seus relatórios publicados publicamente, mostrando transparência em sua conduta, responsabilizando-se por suas ações e demonstrando seu investimento em sustentabilidade.


Além de melhorar as atividades normais de negócios, as de bens de consumo estão avançando no apoio a instituições de caridade ambiental. Este envolvimento na retificação de um sistema que contribui para os danos ambientais é um claro indicador para os consumidores da crença na eficácia e na sustentabilidade.


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6. Biodiversidade

O consumo humano de recursos e nossa emissão de carbono continuam a ter um impacto negativo sobre a biodiversidade – todos os diferentes tipos de vida presentes no mundo natural. De acordo com o Relatório Planeta Vivo do WWF, a população de mamíferos, peixes, pássaros, répteis e anfíbios caiu em média 68% desde 1970 devido ao nosso impacto no planeta.


Com o foco na transição do carbono e as consequências potenciais de não fazer progresso rápido o suficiente, a biodiversidade continuará a ser um dos principais pontos de discussão em 2021 e além.


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7. Tecnologia

O centro de todas estas mudanças é a tecnologia. O uso de tecnologia e a criação de novas tecnologias serão cruciais para a criação de um planeta mais sustentável. A tecnologia não é apenas um capacitador para setores difíceis de reduzir suas emissões de carbono por meio de processos como captura e armazenamento de carbono. Dados e tecnologia também serão vitais no monitoramento dos impactos das mudanças climáticas. A tecnologia está acelerando nosso uso de energias renováveis, direcionando capital para investimentos mais inteligentes, etc.


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8. O ar limpo se tornará um problema maior

Haverá muitas tendências no autocuidado e no bem-estar em 2021, tanto na saúde mental quanto no fortalecimento do sistema imunológico. O ar puro será uma grande questão em 2021, pois estamos vendo casos de mortes que estão sendo atribuídas à poluição causada por automóveis nas cidades.


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9. Os carros elétricos se tornarão uma compra comum

Mais pessoas encontrarão confiança para seguir a rota dos carros elétricos. Eles também estão caindo de preço, tornando-os mais acessíveis. Antes eram uma proposta cara, mas agora é mais administrável.


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10. A demanda por proteína alternativa está aumentando

Espera-se que a próxima década testemunhe uma transição sem precedentes das proteínas tradicionais à base de carne para uma gama mais ampla de alternativas. Entre as diferentes opções, os insetos estão entre as mais promissoras. Eles são incrivelmente sustentáveis ​​e muito ricos em proteínas. Os consumidores estão cada vez mais conscientes das vantagens para a saúde e do impacto ambiental positivo dessas alternativas, e a demanda está aumentando. A procura por proteína de origem vegetal e o número de vegetarianos também continuarão aumentando.


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11. As empresas terão que divulgar seus riscos climáticos ao público

Essa mudança levará a grandes mudanças para as empresas em seus preços de ações, opções de financiamento e disposição dos investidores para investir. Promoverá mais análise e ativismo por parte dos acionistas. Os consumidores, especialmente a geração mais jovem, prestarão atenção e isso afetará suas escolhas de compra. Isso já está acontecendo na Europa e em breve se espalhará para o resto do mundo. As empresas que estão na frente, podem mostrar como estão gerenciando os riscos, contribuindo para o meio ambiente e o bem-estar social terão mais sucesso. Aqueles que não puderem, sofrerão consequências.


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12. A mudança climática deve voltar à agenda

O ano de 2021 verá um foco renovado nos esforços globais para combater as mudanças climáticas. O UN Climate Change Conference of the Parties (COP26) em Glasgow verá governos e empresas tomarem cada vez mais medidas para reduzir as emissões causadoras das mudanças climáticas. O retorno dos EUA ao Compromisso de Clima de Paris criará um impulso adicional, reforçado pela crescente preocupação dos cidadãos.